segunda-feira, 30 de maio de 2016

Europeu de 2000: Portugal vs Inglaterra




Fase de Grupos (Grupo A) - 12/06/2000

Portugal

Vítor Baía
Abel Xavier
Fernando Couto
Dimas
Paulo Bento
Vidigal
Rui Costa (Beto, 85')
Luís Figo
João V. Pinto (Sérgio Conceição, 75')
Nuno Gomes (Capucho, 89')

Seleccionador - Humberto Coelho


Inglaterra

David Seaman
Gary Neville
Tony Adams (Martin Keown, 82')
Sol Campbel
Phil Neville
Paul Ince
Paul Scholes
David Beckham
Steve McManaman (Dennis Wise, 58')
Alan Shearer
Michael Owen (Emile Heskey, 46')

Seleccionador - Kevin Keegan


Golos: Scholes 0-1 (3'); McManaman 0-2 (18'); Luís Figo 1-2 (22'), João V. Pinto 2-2 (37'); Nuno Gomes 3-2 (59')




sábado, 28 de maio de 2016

Portugal no Europeu de 2000


Uma das mais brilhantes gerações do futebol português, chegava ao Europeu na Holanda e na Bélgica na sua maioridade e no pleno das suas capacidades. No entanto, como de costume, a "Selecção das Quinas" não conseguiu evitar chegar ao último jogo da qualificação a ter que fazer contas: para se qualificar directamente para o Europeu, os portugueses tinham de ganhar por três golos de diferença aos húngaros no Estádio da Luz. Pois foi isso que aconteceu, Portugal 3-0 Hungria, nem mais, nem menos. Um feito heróico, já que a equipa de Humberto Coelho esteve em desvantagem numérica durante largos minutos do encontro.
A Selecção Nacional ficou inserida no "Grupo da Morte" com ingleses, alemães e romenos. Alguma desconfiança pairava sobre a "Geração de Ouro" apesar de todo o seu talento e experiência. No primeiro jogo contra a Inglaterra, tudo parecia correr mal para a "Selecção de Todos Nós", quando aos 20 minutos os ingleses já estavam a vencer por 2-0. Mas uma exibição de gala de Rui Costa (3 assistências) e os golaços de Luís Figo, João V. Pinto e Nuno Gomes, levaram os portugueses ao colo, originando a mais extraordinária reviravolta lusa em jogos de fases finais, desde os 5-3 à Coreia do Norte no Mundial de 1966. A vitória final por 3-2 dava o mote para aquele que seria um grande torneio. Portugal acabou mesmo por ficar no 1º lugar do grupo, após vencer no último minuto a Roménia (golo de Costinha que tinha entrando poucos minutos antes), e golear uma Alemanha moribunda ("hat-trick" de Sérgio Conceição). 
Nos Quartos-de-Final, dois golos de Nunos Gomes contra a Turquia davam o passaporte para as meias-finais. Dezasseis anos depois, Portugal voltava a enfrentar a França, agora detentora do título mundial dois anos antes, que tinha novamente uma equipa recheadas de estrelas. Num jogo equilibrado, Portugal marcou primeiro mas os franceses acabariam por consumar a reviravolta já nos minutos finais do prolongamento, através de um penalty, bastante contestado pelos portugueses, que foi convertido por Zidane. Mais uma vez os gauleses foram o carrasco.
Apesar de tudo, esta foi sem dúvida uma das provas mais memoráveis para Portugal e para os portugueses, que marcaria um ponto de viragem no futebol português: desde então a Selecção A não mais falhou uma qualificação, seja para fases finais de Europeus ou Mundiais.


Equipa-Tipo

Vítor Baía
Abel Xavier
Fernando Couto
Jorge Costa
Dimas
Paulo Bento
Vidigal
Rui Costa
Luís Figo
João V. Pinto
Nuno Gomes

Seleccionador - Humberto Coelho


Resumo:

Europeu de 2000

Fase de Grupos (Grupo A)

Portugal 3-2 Inglaterra
Portugal 1-0 Roménia
Portugal 3-0 Alemanha

1/4 Final - Portugal 2-0 Turquia
1/2 Finais - Portugal 1-2 França (após prolongamento)

Vitórias - 4
Empates - 0
Derrotas - 1

Golos Marcados - 10
Golos Sofridos - 4




quinta-feira, 19 de maio de 2016

Benfica 1976-1977


Uma pré-época mal planeada acabou por trazer alguns dissabores ao Benfica durante a primeira metade do campeonato, no qual os encarnados estrearam-se com uma derrota em Alvalade por 3-0. Os métodos do novo treinador, o britânico John Mortimore, demoraram a ser assimilados pela equipa e à 12ª jornada as águias já estavam a seis pontos do líder Sporting. Este mau momento também se reflectiu na Taça dos Campeões Europeus, onde o Benfica foi eliminado logo na primeira eliminatória pelos alemães do Dinamo Dresden.
Contudo a segunda volta benfiquista no "Nacional" foi demolidora com 13 vitórias e 2 empates, e o Tri-Campeonato acabou por ficar praticamente garantido ainda muito antes do desfecho da prova, aproveitando também a "debacle" sportinguista durante esse período e a irregularidade do FC Porto de Pedroto. Desta forma leões e dragões ficaram respectivamente a 9 e 10 pontos de distância do campeão. 
Foi nesta época que "explodiu" um jovem jogador de 17 anos, cujo talento invulgar já não era diferente a ninguém: a maneira de "gingar"  de Fernando Chalana pelos adversários começava a deixar marca no futebol português.
Este foi o 5º "Tri" da história do Sport Lisboa e Benfica, feito que os encarnados apenas voltaram a repetir 39 anos depois... 


Equipa-Tipo

Bento
Bastos Lopes
Carlos Alhinho
Eurico
Pietra
Toni
Shéu
Vítor Martins
Nelinho
Chalana
Nené

Treinador - John Mortimore


Resumo:

1º Lugar - I Divisão 1976-1977

Vitórias - 23
Empates - 5
Derrotas - 2

Golos Marcados - 67
Golos Sofridos - 24





terça-feira, 3 de maio de 2016

Deportivo da Corunha 1999-2000


No virar do milénio o Deportivo da Corunha causou furor em Espanha e no Mundo, levando a festa à Galiza e aos românticos do futebol. Perante um Barcelona auto-destrutivo e um Real Madrid de duas caras, os galegos acabaram por se sagrar campeões pela primeira vez na sua história, afastando de vez os fantasmas da época 1993-1994, quando o título fugiu ao "Depor" no ultimo minuto da última jornada, após Djukic ter falhado um penaltie, naquele que foi um dos momentos mais dramáticos de sempre do futebol mundial.
Fica na retina a imagem de uma equipa bastante solidária e unida, onde sobressaía a magia de Djalminha a capacidade concretizadora de Roy Makaay. No seu estádio, o Riazor, a equipa treinada pelo basco Javier Irureta esteve quase intransponível, e foi lá que festejou o merecido título com os seus fervorosos adeptos, após vencerem o Espanhol na derradeira jornada.


Equipa-Tipo:

Songo
Manuel Pablo
Naybet
Donato
Romero
Mauro Silva
Flávio Conceição
Víctor
Fran
Djalminha
Makaay

Treinador - Javier Irureta


Resumo:

1º Lugar - Liga Espanhola 1999-2000


Vitórias - 21
Empates - 6
Derrotas - 11

Golos Marcados - 66
Golos Sofridos - 44




quarta-feira, 20 de abril de 2016

FC Porto 2008-2009


Mais uma temporada vitoriosa para o FC Porto de Jesualdo Ferreira, que após vários percalços na primeira metade da temporada, acabou por festejar o segundo "Tetra" da história dos azuis e brancos (nunca nenhum clube português conseguira dois "Tetras"). Foi o ano da estreia um jogador que viria a dar que falar no futebol português: Hulk. O brasileiro acabaria por ganhar a alcunha de "O Incrível", não só pelo seu aspecto físico peculiar, mas também pelas suas tremendas capacidades atléticas e poder de desequilíbrio nas defesas contrárias.
Na Liga dos Campeões, os portistas chegaram aos quartos de final onde foram eliminados pelo Manchester Utd. Cristiano Ronaldo foi o carrasco a apontar o golo (uma bomba) da vitória inglesa no Dragão, após um empate a duas bolas em Manchester. No último jogo da época no Jamor, o FC Porto venceu a Taça de Portugal após derrotar o P. Ferreira na final, arrecadando mais uma "dobradinha".
Num ano em que se chegou a falar em "crise", os dragões mostraram que afinal ainda eram donos e senhores do futebol português.


Equipa-Tipo

Helton
Fucile
Bruno Alves
Rolando
Cissokho
Fernando
Raul Meireles
Lucho Gonzalez
Cristián Rodriguez
Hulk
Lisandro Lopez


Treinador - Jesualdo Ferreira


Resumo:

1º Lugar - Liga Sagres 2008-2009

Vitórias - 21
Empates - 7
Derrotas - 2

Golos Marcados - 61
Golos Sofridos - 18






quinta-feira, 14 de abril de 2016

Europeu de 1984: França vs Portugal




Meias-Finais - 23/06/1984

França

Bats
Battiston
Bossis
Le Roux
Domergue
Luis Fernandez
Tigana
Platini
Giresse
Lacombe (Ferreri, 66')
Six (Bellone, 104')

Seleccionador - Michel Hidalgo


Portugal

Bento
João Pinto
Lima Pereira
Eurico
Álvaro
Frasco
Sousa (Nené, 62')
Jaime Pacheco
Chalana
Diamantino (Gomes, 46')
Jordão

Seleccionador - Fernando Cabrita


Golos: Domergue 1-0 (24'); Jordão 1-1 (74'); Jordão 1-2 (98'); Domergue 2-2 (114'); Platini 3-2 (119')





quarta-feira, 13 de abril de 2016

Portugal no Europeu de 1984


Portugal-União Soviética. Estádio da Luz. Última jornada da fase de qualificação para o Europeu de França. Chalana sofre um penaltie a fechar o primeiro tempo e Jordão converte o castigo. Dezoito anos depois a Selecção Nacional voltava à alta roda do futebol mundial, qualificando-se pela primeira na sua história para a fase final de um Europeu, depois um apuramento que não esteve isento de sobressaltos, muito ao jeito lusitano.
Numa altura em que a confusão reinava na Federação Portuguesa de Futebol, e em que as frustrações eram constantes no que tocava a presenças em grandes competições internacionais, o brasileiro Otto Glória que regressava a terras lusas após uma longa ausência, foi o homem escolhido para quebrar a "malapata" portuguesa. Apesar do bom começo, Glória acabou por ser destituído do cargo de seleccionador na sequência de duas pesadas derrotas: 5-0 na União Soviética (já a meio da qualificação) e 4-0 com o Brasil num jogo amigável em Coimbra, terminado desta forma o seu ciclo no futebol português. A solução encontrada para render o histórico treinador brasileiro, recaiu numa comissão técnica composta por Fernando Cabrita, Toni e António Morais. Uma decisão que visava os interesses de Benfica e FC Porto, na altura em conflito constante devido não só a desentendimentos com a Federação, mas também a uma certa luta pela hegemonia do futebol nacional. Entretanto essa guerra entre clubes também já tinha atingido os próprios jogadores da Selecção. Foi desta forma que a comitiva portuguesa partiu para França: a rivalidade acessa entre jogadores e técnicos, os crónicos problemas organizacionais, mas muita qualidade e sede de reconhecimento.
A fase de grupos, que se antevia complicada, começou com duas boas exibições diante das potências Rep. Federal da Alemanha (0-0) e da Espanha (1-1). No jogo que se seguiu com a Roménia, o veterano Nené saltou do banco para marcar o golo da vitória e carimbar o passaporte para as meias-finais. Num jogo de antologia contra a selecção anfitriã, os portugueses tiveram o pássaro na mão já no prolongamento, acabando por não ser suficiente a exibição portentosa de Manuel Bento (uma das melhores da sua carreira), a magia emanada pelo "Pequeno Genial" Fernando Chalana ou a eficácia da "Gazela Negra" Jordão. Platini, o melhor jogador do Europeu, acabou com as esperanças lusas a um minuto do final do prolongamento dando à vitória à selecção francesa, que se iria coroar campeã da Europa.
Apesar do cenário problemático que antecedeu esta grande caminhada, os "Patrícios" regressavam assim a casa com a sensação de terem honrado o "futebolzinho português", fazendo com que este voltasse outra vez à bocas do Mundo. Uma palavra especial sobretudo para os jogadores portugueses, que conseguiram por de lado todas as suas divergências, pondo em campo todo o seu talento e determinação em prol da Nação.


Equipa-Tipo

Bento
João Pinto
Lima Pereira
Eurico
Álvaro
Frasco
Carlos Manuel
Jaime Pacheco
Sousa
Chalana
Jordão

Seleccionador - Fernando Cabrita


Resumo:

Europeu 1984

Fase de Grupos (Grupo B)

RFA 0-0 Portugal
Portugal 1-1 Espanha
Portugal 1-0 Roménia

1/2 Finais - França 3-2 Portugal (após prolongamento)

Vitórias - 1
Empates - 2
Derrotas - 1

Golos Marcados - 4
Golos Sofridos - 4